No dia 25 de julho de 2013 saiu o resultado de parecer favorável do projeto de jogo digital “As Aventuras de Pequito em: A Lenda do Pequi”, dado pelo Ministério da Cultura.

O game passa a ser, então, o segundo jogo da história do Brasil a ser contemplado pela Lei Rouanet, de incentivo fiscal a atividades e eventos de âmbito cultural.

O jogo foi uma iniciativa de estudantes do curso de Jogos Digitais da faculdade Fumec, da cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

Sobre o jogo

O game é baseado no projeto original do livro/quadrinho, lançado pela Casa Cultura Projeto e Informação de 1991, na cidade de Montes Claros, Minas Gerais e a proposta é resgatar a história, que trata da lenda do fruto pequi, através do jogo digital. De autoria de Paulo Volker, o mesmo cedeu os direitos de distribuição e uso da história e das personagens que compõem a história.

Desenho do Pequito.

Desenho do Pequito.

O game narra a lenda do pequi (fictícia) e o personagem principal, chamado Pequito (um pequi com braços, pernas e rosto) deve encontrar os fragmentos perdidos para se cultivar o pequi. Para isso, ele percorrerá todos os biomas do Brasil, onde, em cada um deles, encontrará um guardião, que é um personagem do folclore brasileiro que irá propor um desafio a ser cumprido.

A ideia de tornar a história da lenda do pequi, partiu de Maurício Bylaardt, autor e administrador deste portal.

Os primeiros passos foram dados ainda em 2012, quando o grupo se juntou para dar início a um projeto de game para um trabalho da faculdade. Foi feito um primeiro esboço, em 2D, utilizando o Flash; e, no segundo semestre de 2012, com a equipe reduzida, iniciaram o projeto em 3D. Foi feito um protótipo e a aceitação foi tão positiva, entre colegas e professores, que a equipe decidiu ir além da faculdade e tentar um incentivo através da Lei Rouanet.

Veja mais informações e atualizações do game no site oficial:
http://www.asaventurasdepequito.com.br/

 

Expectativa

Introdução da Lenda do Pequi, escrito por Paulo Volker, 1991.

Introdução da Lenda do Pequi, escrito por Paulo Volker, 1991.

A equipe de desenvolvedores está ansiosa para iniciar os trabalhos de produção do game, que só será possível mediante a captação dos recursos necessários. Ainda estudantes, é unânime o reconhecimento da importância da aprovação do jogo pelo Ministério da Cultura.

Fizemos uma entrevista com Adriano de Oliveira Souza, um dos responsáveis pela programação e montagem de cenários 3D na Unity:

  • Escola de Jogos: Qual sua reação ao saber da aprovação do projeto pelo MinC?

Adriano de Oliveira Souza: Como futuro desenvolvedor de games, fiquei muito feliz, este game será a nossa porta de entrada. Além do mais acho interessante que o governo esteja dando chances para o “mundo dos games” no que se refere à cultura.

  • Escola de Jogos: Desde o início do primeiro projeto, desenvolvido em Flash, você acreditava que esse projeto iria tão longe?

Adriano: Na verdade sempre tive essa esperança. Por se tratar de um projeto de game educacional, não se vê muitos games nessa área, estamos explorando um mercado novo, que muitos desenvolvedores não tem interesse em financiar projetos como o nosso!

  • Escola de Jogos: Além da captação de recursos, quais são os principais desafios que, na sua opinião, deverão ser superados para o desenvolvimento do game?

Adriano: Na minha opinião, são várias; mas uma das mais importantes será na parte técnica, ou seja, teremos que estudar bastante os softwares para tentar desenvolver o game para que fique o mais interessante possível, que atraia os jogadores, que no caso será em sua maioria crianças.

  • Escola de Jogos: Sabendo da importância histórica da contemplação do game pelo Ministério da Cultura e das recentes declarações da Ministra da Cultura [Marta Suplicy] relativa aos jogos digitais, qual sua expectativa com relação à aceitação do mercado, caso o jogo consiga ser finalizado, produzido e distribuído?

Adriano: Acredito que a Ministra da Cultura se equivocou em sua declaração. Acredito que ela não conheça a importância dos games na vida das pessoas, ainda mais se tratando de um game educativo como o nosso projeto. Acredito que o game terá uma boa aceitação no mercado por se tratar de um game cultural e que envolve personagens do folclore brasileiro.


escolajogo

Artista e desenvolvedor de jogos e aplicativos educacionais.

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