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Não é difícil encontrar na internet artigos, textos, blogs e sites que tratam do tema de se utilizar jogos (games) na educação ou como forma de aprendizagem.

Já citamos aqui o potencial de alguns games nesse sentido. Irei expor um artigo que encontrei fazendo uma pesquisa no Google, com o termo: simcity educação. Encontrei esse blog que expõe de maneira interessante o uso de games no universo educacional.

Do Blog: Educação e Ciberespaço

Trabalhando com games (jogos) na educação – 1

Link do artigo: http://www.educacaoeciberespaco.net/blog/?tag=simcity-na-sala-de-aula

Posted on abril 22nd, 2010

Glaucio J C Machado

Entre as atividades de entretenimento que os alunos mais gostam (inclusive os universitários) está, talvez, no topo da lista de preferências os jogos  para videogame ou PC. Alunos de qualquer faixa etária, inclusive os marmanjos (rssss) de mais de 30 anos adoram um joguinho no console de videogame ou no computador.

Na imagem ao lado uma estatística americana que demonstra bem a tendência do uso dos videogames concentrada em adultos. Afinal, os jovens senhores de hj com mais de 30 anos foram aqueles que impulsionaram os games à categoria máxima do entretenimento, chegando os lucros dessa indústria a rivalizar com a do cinema.

Nos EUA a média de idade do jogador é de 32 anos. Aqui não deve ser muito diferente. Dessa forma, qual o motivo da educação não tirar proveito disso, inclusive a universitária?

Existem vários games que podem auxiliar o professor na suas atividades educacionais e realizar uma aula com games no laboratório de informática deixa os alunos extremamente concentrados e, de certa forma, é uma atividade que “fala na linguagem”  deles.

Vamos apresentar apenas dois para exemplificar como podem ser usados: The Sims e SimCity.

De acordo com a Wikipédia o “The Sims (Os Sims em Portugal) é uma série de jogos eletrônicos de simulação de vida, criado pelo designer de jogos Will Wright e distribuído pela Maxis. Com o lançamento inicial do primeiro jogo em fevereiro de 2000.

São jogos onde se podem criar e controlar as vidas de pessoas virtuais (chamadas de Sims) (…) Ao invés de ter um destino definido, o jogador é encorajado a tomar suas próprias decisões e se relacionar inteiramente em um ambiente interativo. Desse modo o jogo atraiu jogadores ocasionais. O único objetivo real do jogo é organizar o tempo de seus Sims para ajudá-los a alcançar seus objetivos de avanço pessoais (…) A estrutura interna do jogo é na verdade um programa de vida artificial baseado em agentes.

A apresentação da inteligência artificial do jogo é muito avançada, e os Sims responderão a condições externas por si mesmos, apesar de que frequentemente a intervenção do jogador é necessária para que eles mantenham-se no caminho certo. The Sims tem tecnicamente um valor ilimitado para se jogar novamente, já que não há maneiras de vencer o jogo, e você pode jogar para sempre, já que seus Sims terão filhos e morrerão, seguindo o ciclo da vida. Já foi descrito como mais brinquedo do que jogo.

The Sims reflete aspectos da realidade e isso deixa o jogo notável, especialmente que cada jogo de entretenimento anterior aos Sims usavam um ou mais aspectos de fantasia para entreter (desde personagens Disney a naves alienígenas). Situações simples da vida real, como adotar crianças ou formar relacionamentos (do sexo oposto ou do mesmo) trocam aqueles tradicionais objetivos de ganhar pontos e avançar para o nível do chefão.”

Leia mais sobre o The Sims na wikipéida clicando AQUI

Dessa forma, o The Sims é ideal para aulas onde os temas estejam ligados à vida coletiva, seja família, sejam grupos ou comunidades. Ao dar ao aluno condições dele organizar a vida coletiva de uma família Sims, inclusive tendo que pensar em trabalhar, dirimir conflitos, higiene, relações sociais e afetivas, compras, estudos e tudo que envolve a vida cotidiana num ambiente altamente interativo pode trazer para o aluno ganhos reais no aprendizado de temas co-relacionados, portanto, o The Sims permite uma interminável lista de assuntos que ele pode abordar, seja no ensino fundamental e médio, seja no superior.

O SimCity, também, segundo a wikipédia “é um jogo de simulação da Maxis criado pelo designer de jogos Will Wright, o mesmo criador de The Sims. O objetivo básico do jogo é criar uma cidade e administrar bem os recursos dela para que ela não entre em falência e você, como papel de prefeito (presidente de Câmara, em Portugal), seja expulso. É basicamente um jogo para apenas um jogador. O seu conceito é simples e bem sucedido: o jogador deve criar e gerir uma cidade. O jogo revolucionou a indústria de jogos no que se trata da idéia de controle”.

Há uma versão em código aberto do jogo: Micrópolis

Leia mais sobre o SimCity na Wikipédia clicando AQUI

O SimCity pode auxiliar no aprendizado de algumas questões voltadas para as cidades: sua organização, processos políticos e sociais, meio ambiente, economia e tudo que uma cidade necessita. Como é da mesma empresa do The Sims o visual é fantástico e o nível de realidade é excepcional.

Trabalhar com jogos como estes exemplificados no post é um ganho de qualidade nas matérias que eles podem estar relacionados. Inclusive permite  trazer para o interior da Instituição de Ensino situações que são do dia-a-dia do aluno, afinal, a grande maioria deles jogam e gostam de jogos. Da mesma forma que desmistifica o ato de jogar e dá a ele uma ação educacional, aproveitando, o que  cada um tem de bom e adaptando à realidade do ensino. Muitas disciplinas podem tirar proveito desses jogos, por exemplo,  Sociologia, Economia, Geografia, Meio Ambiente (em Ciências ou Biologia), História, Política e até mesmo Língua Portuguesa e Matemática, visto que em ambos a relação com o valor (dinheiro) para adquirir alguma coisa obriga a fazer relações com a Matemática, bem cmo na Língua Portuguesa, ao perceber a linguagem diferente dos Sims, faz com que o aluno pense nas entonações e formas de expressar. Assim, há inúmeras possibilidades e elas vão depender da criatividade e do conhecimento do professor sobre os jogos. Um fator muito importante: o professor tem que ser expert nos jogos que pretende utilizar em aula, afinal, será ele quem deverá ensinar os alunos e tirar suas dúvidas. Portanto, para se aventurar numa atividade como estas precisa o professor ser também um jogador. (…)

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