Produtores de videogames estão de olho nas crianças neste Natal

AFP – Agence France-Presse

Publicação: 01/11/2010 15:28 Atualização: 01/11/2010 18:29

Estado de Minas – Portal UAI

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PARIS – Harry Potter, Mickey ou ainda Raving Rabbits: os produtores de videogames tentam seduzir os jovens jogadores com a chegada do Natal através de personagens marcantes e apoiando-se, principalmente, nas novas tecnologias de movimento.

O Wii da Nitendo, com seu controle que permite copiar as ações do personagem na tela, inventou uma maneira inédita de jogar em 2006. No fim deste ano, a Sony com o Move e a Microsoft com o Kinect se embrenharam pelo mesmo caminho.

Beneficiários indiretos desta ferramenta, os pequenos podem agora se divertir com os consoles ultrapassando a barreira do joystick, como mostrou o salão Paris Games Week, organizado nesses últimos dias na capital francesa.

“Até hoje, eu jogava sozinho em casa porque meu filho não entendia o funcionamento dos jogos. Agora, a gente pode jogar juntos partidas de vôlei ou dançar”, explicou  Rémi Gardon, 36 anos, em frente ao quiosque de demonstração do Kinect, com seu filho Romain de 5 anos.

Essa câmera para Xbox 360, que permite jogar apenas com o corpo sem precisar de outro acessório, vai ser lançada no dia 10 de novembro na Europa com inúmeros jogos para crianças, incluindo “Kintectimals” que consiste em criar um animal virtual e “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Primeira Parte”, adaptação do filme homônimo.

Neste último, por exemplo, será preciso apenas mover o braço para lançar um feitiço. “Essa tecnologia é pedagógica. Não é preciso explicar as funções dos botões do controle, basta colocar a pessoa em frente ao sensor de movimentos para ela virar o Harry Potter”, destacou Pascal Le Roux, chefe de produto da editora Eletronic Arts.

O Move também têm um jogo de adestrar um animal, o “EyePet”, mas é sobretudo as produções para Wii que atraem os mais jovens nos corredores do salão.

Os doidos e fofinhos Raving Rabbits da Ubisoft estão também de volta em um novo episódio, onde eles viajarão no tempo. Já a Disney reviveu o Mickey em uma aventura inédita, onde ele vai lutar contra os inimigos usando tinta.

“É muito fácil jogar. Basta usar o controle como um pincel e as imagens são muito bonitas”, entusiasmou-se Cyril, 7 anos, sob o olhar de seus pais.

“Tentamos vigiar o que ele joga para evitar os games muito violentos”, declarou sua mãe, Mathilde, elogiando as opções escolhidas para o evento.

Uma parte reservada para os jogos adultos esteve também em exposição na Paris Games Week. Os pequenos tentavam, sem sucesso, dar uma espiadinha em títulos como “Call of Duty: Black Ops” da Activision.

“Podemos impedir alguém de jogar. Nós temos funcionários que estão lá para filtrar e pedir a identidade para evitar qualquer tipo de problema”, explicou Guillaume Lairan, diretor de marketing da Activision.

“A norma PEGI indica a classificação de público para cada jogo. Em último caso, nós contamos com a responsabilidade dos pais para verificar o que seus filhos andam jogando”, insistiu Georges Fornay, Diretor-executivo da Sony Computer Entertainment France e presidente do Sindicato de Desenvolvedores de Programas de Entretenimento que organiza a Paris Games Week.


escolajogo

Artista e desenvolvedor de jogos e aplicativos educacionais.

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