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Henrique Sampaio
02.08.2011

do Arena Turbo

Link: http://arenaturbo.ig.com.br/materias/523001-523500/523340/523340_1.html


 Professor cria ioga baseada em Angry Birds

Baixado mais de 200 milhões de vezes em diferentes plataformas, Angry Birds é um fenômeno mundial. Divertido, simples e acessível, o jogo dos pássaros raivosos é um dos maiores sucessos da história da indústria dos games, constantemente citado como o Mario Bros. da nova geração. O que não imaginávamos era que Angry Birds pudesse ser também uma metáfora para ensinamentos do ioga.

É como vê Gustavo Dauster, ou melhor, Giridhari Das, professor e estudioso da prática do ioga e autor dos livros Ciência Espiritual – Uma Introdução à Sabedoria do Yoga e Yoga Sutra de Patanjali – Uma Abordagem Prática, já traduzido em cinco idiomas. Em um ensaio no mínimo inusitado (em inglês), Como Eliminar os Porcos Verdes da Sua Vida, citado por um dos maiores jornais do Reino Unido e aprovado pelos próprios criadores do jogo, Giridhari, que embora tenha nascido na Tchecoslováquia, mora na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, relaciona Angry Birds aos conceitos do ioga, encontrando no sucesso do iPhone uma ponte para a prática espiritual.

Gustavo Dauster

“Na tradição antiga do ioga, as pessoas tiravam da natureza os ensinamentos essenciais da vida”, explicou Giridhari em entrevista ao Arena. “Hoje em dia não temos mais natureza, vivemos em cidades e cercados de tecnologia, então comecei a tirar o ensinamentos do joguinho. Começamos a comparar esses elementos do ioga com os personagens e elementos do jogo.”

Na visão do iogue, os porquinhos verdes que roubam os ovos dos pássaros em Angry Birds são “seus inimigos da vida, que roubam sua felicidade e paz de espírito”. A partir da nossa força vital (o estilingue) buscamos sabedoria (pássaro branco) e inteligência (pássaro amarelo) através da prática da meditação (pássaro preto).

Com o conhecimento de nossos três corpos, o físico, o mental e o espiritual (pássaro azul triplo), e dominando o que temos de mais básico, a língua, (pássaro vermelho), que nos leva à fala e à alimentação, podemos viver uma vida nobre e de determinação (pássaro grande), ciente de que recebemos aquilo que enviamos aos outros (pássaro bumerangue). E claro, buscando sempre a ajuda do Divino (a grande águia). “É um conceito que poderia ser levado até mesmo a outros jogos, mas não os de tiro”, ressalta.

Para Giridhari, além de ser uma ponte para a compreensão do ioga, o jogo ainda leva o jogador a um estado meditativo similar ao da prática hindu – e não apenas o Angry Birds.

“Moramos em uma fazenda, um retiro espiritual. Tenho um aparelho importado dos Estados Unidos que mede as ondas cerebrais de um indivíduo. Tem um programinha que mostra o estado da sua meditação através de gráficos, então uso esse aparelho para medir o progresso da meditação. Descobri que enquanto jogam, as pessoas ficam muito concentradas, como se entrassem num estado de meditação muito superior ao normal. É algo similar à meditação tradicional.”

Embora não seja exatamente um jogador assíduo, o professor diz ter sido introduzido ao Angry Birds através de seu irmão, após comprar um iPhone. “No meu tempo livre, quando quero me desligar um pouco ou quando estou num aeroporto, eu gosto de jogar”.

Giridhari conta ainda que voltou a ter contato com os jogos após comprar seu iPhone: “Quando eu era criança eu curtia mais games. Com o advento do iPhone, voltei a ter mais contato, pois não tem aquele negócio de comprar um aparelho grande e caro. Os joguinhos estão lá e são muito baratos. É tudo muito acessível.”

 

 

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