Jogos independentes apontam o rumo para o futuro dos games da própria indústria

por Victor Sousa

Link: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI327150-18543,00-PODER+INDIE.html

Revista Galileu – Notícias – etc – game

Reportagem veiculada no site da revista Galileu, apresenta o poder dos games “Indie”, de produção independente.

 

O game indie e o futuro da indústria.

Jogos independentes apontam o rumo para o futuro dos games da própria indústria

 

Cansado de matar zumbis, atirar em tropas inimigas e ganhar corridas? Acha que a indústria de games perdeu criatividade? Você não está sozinho. Mas há mudanças à vista, puxadas pelos jogos independentes, desenvolvidos por pequenos estúdios com muito menos grana que as superproduções. “Eles renovam o circuito. O que fazem hoje se torna o mainstream depois de uns dez anos”, diz Jason Della Rocca, ex-diretor da Associação Internacional de Desenvolvedores de Games. Mais de 20 jogos do gênero estiveram presentes recentemente no 1º Brazilian International Games Festival (BIG), realizado em São Paulo. Papo & Yo, um dos participantes, exemplifica a proposta de um indie game: você encarna um garoto que mora numa favela e, entre um desafio e outro, precisa fugir do pai alcoólatra — que vira um monstro na aventura (foto acima). O título, que ganhou o prêmio de voto popular no BIG, é da canadense Minority Media, mas tem uma brasileira na equipe.

A produtora Talita Goldstein conta que o estúdio foi projetado por desenvolvedores de sucesso cansados de fazer games de tiro. “Só 30% das pessoas terminam os jogos hoje. É uma falha dos criadores”, avalia. Segundo ela, não ter de responder às pressões do mercado abre caminho para vários dos títulos inovadores mostrados no BIG. Para você saber as novidades que eles apontam, pedimos ao renomado designer de games Chris Avellone que elencasse suas apostas nesse segmento. Confira abaixo cinco delas.

Os mais promissores:

Amnesia
– a machine for pigs Principal aposta, traz um industrial que, em estado febril, deve explorar uma cidade típica de filme de terror.

Limbo
Um garoto acorda num mundo sombrio e precisa se virar ali. Todo em preto e branco, o cenário é influenciado pelo expressionismo alemão.

Dear Esther
Nem parece jogo, dado o inusitado da proposta. Você passeia por uma ilha desabitada e explora fragmentos da carta da sua amada.

Legend of Grimrock
Na pegada dos RPGs, propõe superar monstros, armadilhas e puzzles para provar sua inocência numa prisão medieval.

Bastion
O mundo foi destruído e você deve construir um abrigo usando informações do passado. Destaque para a narrativa e os gráficos.


escolajogo

Artista e desenvolvedor de jogos e aplicativos educacionais.

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