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Archive for abril, 2011

22/05/2010 14:07

Marina Morena Costa, iG São Paulo
Link: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/quadrado+magico/n1237633722083.html

Esta reportagem, feita ainda no ano passado, é sobre um aplicativo muito interessante que exige do jogador, bastante raciocínio e lógica. Na verdade, é um Sudoku mais estilizado.

 

Quadrado Mágico

Conheça o jogo de lógica utilizado em sala de aula que quebra a cabeça de quem tenta desvendá-lo

Um quadrado perfeito dividido em células iguais e com um único objetivo: fazer com que a soma dos números nas linhas, colunas e diagonais dê o mesmo número. O jogador, no entanto, não pode repetir numerais, usando cada um, uma única vez. A tarefa parece ser difícil, mas em quadrados menores, torna-se uma divertida brincadeira. (…)

“O quadrado mágico é uma atividade de tentativa e erro. Não é fácil, é desafiador”, afirma Ana Ruth Starepravo, mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná e autora de livros didáticos de matemática. O jogo consiste em explorar as possibilidades e coordenar ao mesmo tempo, a soma das linhas, colunas e diagonais.

Quanto maior o número de células, mais complicada é a resolução do quadrado mágico. “Com crianças pequenas, o professor pode trabalhar o quadrado de 3 por 3. Mostrar a lógica da separação entre números ímpares e pares”, explica Ana Ruth. “Essa é uma forma de trabalhar o raciocínio lógico da criança. Como outros jogos, a graça é descobrir a resolução.”

De origem milenar, provavelmente inventado na China antiga, o quadrado mágico já despertou interesse de artistas e políticos. Benjamin Franklin (1706-1790), um dos fundadores dos Estados Unidos, se interessou pelo enigma e montou um quadrado ainda mais difícil, no qual a soma das diagonais é invertida, calculada em V.

O jogo aparece na gravura Melancolia (1514) do pintor alemão Albrecht Dürer, um dos pioneiros no estudo da perspectiva. O quadro de 4×4 mostra os números 15 e 14 próximos, formando o ano em que a obra foi produzida.

Na sala de aula

O quadrado mágico pode ser usado com os pequenos e também nas aulas das últimas séries do ensino fundamental. Marcos Noé, professor de matemática e colaborador do Brasil Escola, site parceiro do iG, conta já ter usado com alunos do 8º ano, quadrados de 9 por 9. “Alunos mais velhos usam quadrados mais complexos. E gostam do desafio, querem descobrir o resultado, ver quem desvenda primeiro”, afirma.

Noé também utiliza o quadrado mágico em aulas de geometria. Por ser um quadrado perfeito, com todos os lados iguais, o professor pode trabalhar os conceitos de retas, cálculo da área, número de células que preenchem o interior e as diagonais.

Para trabalhar em sala de aula com alunos menores, os professores aconselham montar o quadrado mágico em um tabuleiro e fazer números em pecinhas. “Assim o aluno pode trocar os números de lugar com as mãos. Fica mais fácil assimilar as possibilidades”, diz Noé.

(…)O iG elaborou um quadrado mágico virtual para você jogar e testar seu raciocínio lógico. Um jogo que desperta o interesse e desafia os alunos em sala de aula. Clique aqui e experimente!

No site Education Database Online, dos Estados Unidos, é possível ter uma leitura bastante completa da educação como um todo neste país.

Eles disponibilizam também, um estudo bastante detalhado e completo, do uso de video games, jogos para pcs, consoles e etc pela população estadosunidense. Vale a pena dar uma olhada e saber como andam as coisas por lá (tratando-se, claro, do uso de video games):

25/04/2011 – 09h37

da Redação UOL Jogos

Previsto para 2012, sucessor do Wii será mostrado na E3, confirma Nintendo

Depois de Shigeru Miyamoto, o criador do “Super Mario”, confirmar que a Nintendo está trabalhando em um novo videogame para suceder o Wii, chega agora a confirmação: em comunicado oficial, a sede japonesa da Big N informou que está desenvolvendo um novo console que será lançado em 2012.

Além disso, o comunicado diz também que uma versão jogável do aparelho, ainda sem nome divulgado, será mostrada na E3, principal feira de games do mundo que acontece em Los Angeles, entre os dias 7 e 9 de junho, com cobertura ao vivo da equipe de UOL Jogos.

Sucessor de peso

As primeiras informações sobre o novo console da Nintendo surgiram neste mês de abril, quando a revista americana Game Informer revelou que o videogame em questão teria capacidade de fazer gráficos superiores ao PlayStation 3 e Xbox 360.

Após esse pontapé inicial, várias novidades surgiram aqui e ali: o site francês 01net (que revelou aspectos técnicos do NGP cerca de um mês antes do anúncio oficial) disse que o nome provisório da plataforma é “Project Café”. Os franceses foram além e disseram ter as configurações do controle, que teria uma tela sensível a toque em alta definição de 6 polegadas, câmera virada em direção ao jogador, direcional em cruz, dois botões de ombro, dois gatilhos e “ainda mais ferramentas” fornecidas pela Sensor Bar.

Já a revista Edge publicou uma nota dizendo que a Ubisoft, Electronic Arts e Activision já tem o kit de desenvolvimento “há meses”. As fontes do periódico dizem que o sistema vai continuar mantendo o controle sensível a movimento com capacidades “superiores ao Move”, significando que o aparelho terá uma melhor resposta, sem citar as tela sensível ao toque do site francês.

Não é difícil encontrar na internet artigos, textos, blogs e sites que tratam do tema de se utilizar jogos (games) na educação ou como forma de aprendizagem.

Já citamos aqui o potencial de alguns games nesse sentido. Irei expor um artigo que encontrei fazendo uma pesquisa no Google, com o termo: simcity educação. Encontrei esse blog que expõe de maneira interessante o uso de games no universo educacional.

Do Blog: Educação e Ciberespaço

Trabalhando com games (jogos) na educação – 1

Link do artigo: http://www.educacaoeciberespaco.net/blog/?tag=simcity-na-sala-de-aula

Posted on abril 22nd, 2010

Glaucio J C Machado

Entre as atividades de entretenimento que os alunos mais gostam (inclusive os universitários) está, talvez, no topo da lista de preferências os jogos  para videogame ou PC. Alunos de qualquer faixa etária, inclusive os marmanjos (rssss) de mais de 30 anos adoram um joguinho no console de videogame ou no computador.

Na imagem ao lado uma estatística americana que demonstra bem a tendência do uso dos videogames concentrada em adultos. Afinal, os jovens senhores de hj com mais de 30 anos foram aqueles que impulsionaram os games à categoria máxima do entretenimento, chegando os lucros dessa indústria a rivalizar com a do cinema.

Nos EUA a média de idade do jogador é de 32 anos. Aqui não deve ser muito diferente. Dessa forma, qual o motivo da educação não tirar proveito disso, inclusive a universitária?

Existem vários games que podem auxiliar o professor na suas atividades educacionais e realizar uma aula com games no laboratório de informática deixa os alunos extremamente concentrados e, de certa forma, é uma atividade que “fala na linguagem”  deles.

Vamos apresentar apenas dois para exemplificar como podem ser usados: The Sims e SimCity.

De acordo com a Wikipédia o “The Sims (Os Sims em Portugal) é uma série de jogos eletrônicos de simulação de vida, criado pelo designer de jogos Will Wright e distribuído pela Maxis. Com o lançamento inicial do primeiro jogo em fevereiro de 2000.

São jogos onde se podem criar e controlar as vidas de pessoas virtuais (chamadas de Sims) (…) Ao invés de ter um destino definido, o jogador é encorajado a tomar suas próprias decisões e se relacionar inteiramente em um ambiente interativo. Desse modo o jogo atraiu jogadores ocasionais. O único objetivo real do jogo é organizar o tempo de seus Sims para ajudá-los a alcançar seus objetivos de avanço pessoais (…) A estrutura interna do jogo é na verdade um programa de vida artificial baseado em agentes.

A apresentação da inteligência artificial do jogo é muito avançada, e os Sims responderão a condições externas por si mesmos, apesar de que frequentemente a intervenção do jogador é necessária para que eles mantenham-se no caminho certo. The Sims tem tecnicamente um valor ilimitado para se jogar novamente, já que não há maneiras de vencer o jogo, e você pode jogar para sempre, já que seus Sims terão filhos e morrerão, seguindo o ciclo da vida. Já foi descrito como mais brinquedo do que jogo.

The Sims reflete aspectos da realidade e isso deixa o jogo notável, especialmente que cada jogo de entretenimento anterior aos Sims usavam um ou mais aspectos de fantasia para entreter (desde personagens Disney a naves alienígenas). Situações simples da vida real, como adotar crianças ou formar relacionamentos (do sexo oposto ou do mesmo) trocam aqueles tradicionais objetivos de ganhar pontos e avançar para o nível do chefão.”

Leia mais sobre o The Sims na wikipéida clicando AQUI

Dessa forma, o The Sims é ideal para aulas onde os temas estejam ligados à vida coletiva, seja família, sejam grupos ou comunidades. Ao dar ao aluno condições dele organizar a vida coletiva de uma família Sims, inclusive tendo que pensar em trabalhar, dirimir conflitos, higiene, relações sociais e afetivas, compras, estudos e tudo que envolve a vida cotidiana num ambiente altamente interativo pode trazer para o aluno ganhos reais no aprendizado de temas co-relacionados, portanto, o The Sims permite uma interminável lista de assuntos que ele pode abordar, seja no ensino fundamental e médio, seja no superior.

O SimCity, também, segundo a wikipédia “é um jogo de simulação da Maxis criado pelo designer de jogos Will Wright, o mesmo criador de The Sims. O objetivo básico do jogo é criar uma cidade e administrar bem os recursos dela para que ela não entre em falência e você, como papel de prefeito (presidente de Câmara, em Portugal), seja expulso. É basicamente um jogo para apenas um jogador. O seu conceito é simples e bem sucedido: o jogador deve criar e gerir uma cidade. O jogo revolucionou a indústria de jogos no que se trata da idéia de controle”.

Há uma versão em código aberto do jogo: Micrópolis

Leia mais sobre o SimCity na Wikipédia clicando AQUI

O SimCity pode auxiliar no aprendizado de algumas questões voltadas para as cidades: sua organização, processos políticos e sociais, meio ambiente, economia e tudo que uma cidade necessita. Como é da mesma empresa do The Sims o visual é fantástico e o nível de realidade é excepcional.

Trabalhar com jogos como estes exemplificados no post é um ganho de qualidade nas matérias que eles podem estar relacionados. Inclusive permite  trazer para o interior da Instituição de Ensino situações que são do dia-a-dia do aluno, afinal, a grande maioria deles jogam e gostam de jogos. Da mesma forma que desmistifica o ato de jogar e dá a ele uma ação educacional, aproveitando, o que  cada um tem de bom e adaptando à realidade do ensino. Muitas disciplinas podem tirar proveito desses jogos, por exemplo,  Sociologia, Economia, Geografia, Meio Ambiente (em Ciências ou Biologia), História, Política e até mesmo Língua Portuguesa e Matemática, visto que em ambos a relação com o valor (dinheiro) para adquirir alguma coisa obriga a fazer relações com a Matemática, bem cmo na Língua Portuguesa, ao perceber a linguagem diferente dos Sims, faz com que o aluno pense nas entonações e formas de expressar. Assim, há inúmeras possibilidades e elas vão depender da criatividade e do conhecimento do professor sobre os jogos. Um fator muito importante: o professor tem que ser expert nos jogos que pretende utilizar em aula, afinal, será ele quem deverá ensinar os alunos e tirar suas dúvidas. Portanto, para se aventurar numa atividade como estas precisa o professor ser também um jogador. (…)

Caio Corraini
07.04.2011

Arena Turbo

Link: http://arenaturbo.ig.com.br/materias/522001-522500/522328/522328_1.html

The Sims Medieval – Muito mais do que um Big Brother na Idade Média

 

Lançado no início de 2000, bem no meio do período que separa o filme O Show de Truman da chegada do Big Brother ao Brasil, o primeiro The Sims fez sucesso ao oferecer aos jogadores a uma fórmula que permitia “brincar de Deus”, controlando cada detalhe da vida de diversos personagens em uma casa virtual.

A série evoluiu, os títulos adquiriram mais profundidade e o que antes era apenas um “simulador da casa da Barbie” passou a permitir que fossem controladas as carreiras profissionais, hobbies, famílias, alegrias e frustrações de uma ampla gama de personagens virtuais possíveis.

Agora, em The Sims Medieval, que está sendo lançado oficialmente no Brasil nesta quinta-feira (7) para PC e Mac (R$ 99,90), a EA transportou todo o universo da franquia para a Idade Média, com direito a castelos, magos, batalhas e todo um reino para explorar.

De dona de casa a rainha

O primeiro passo em The Sims Medieval é criar o monarca que irá reger o reino de acordo com as escolhas do jogador. O game herda todas as mecânicas e novidades do terceiro título da série, portanto o modo de criação de personagens é extremamente variado.

Existem três opções marcantes de personalidade que todo Sim deve escolher. Duas são traços de sua atitude cotidiana – como aventureiro, eloquente, piadista, mau caráter, dentre outros. Já a terceira é um defeito, que irá proporcionar pequenas dificuldades durante o jogo – como viciado em apostas, preguiçoso, fracote, sofre de insônia e assim vai.

Após criar seu rei ou rainha, cabe ao jogador customizar a sala do trono com uma infindável lista de opções de móveis, cortinas, tapeçarias e o que mais o seu espírito sedento por estudar design de interiores da Idade Media poderia desejar.

Como de costume, grande parte da diversão de The Sims vem exatamente desta “construção”, das alternativas que são oferecidas pelo jogo. Nesse quesito, Medieval não desaponta, com o potencial de cada jogador ter uma experiência única.

Pegue na minha mão e vamos

A característica que mais chama a atenção em The Sims Medieval é a apresentação de missões ao jogador, com uma descrição detalhada de todas as atividades que deverão ser realizadas e um acompanhamento passo a passo da sua progressão enquanto executa a quest.

Por exemplo, em uma de suas andanças pelo centro comercial do reino, uma súdita se aproxima, dizendo que foi vitima de um valentão que a tratou mal. Sua essência de paladino da justiça se eleva e, além de dar um baita discurso para repreender o rapaz, o rei dá a ordem para que ele seja preso em uma guilhotina onde a população pode lhe atirar ovos e tomates. Mas não se preocupe, quando impor uma execução a algum Sim, nada de sangue ou cabeças rolando. O título é classificado para jovens acima de 16 anos, afinal de contas.

Não são poucas as missões que lhe arrastam para fora do palácio, fazendo com que o rei se envolva em embates e tenha de atuar ativamente na construção de novas instalações para o reino. Até mesmo em atividades menos nobres, como recolher madeira ou rochas – o que acaba sendo um pouco sem noção, pois se eu fosse realmente rei, o único esforço que gostaria de ter seria o de levantar a mão para pedir mais asinhas de galinha.

Comédia da vida “pública”

Ao se relacionar com as outras pessoas, agora há uma variedade ainda maior de ações e linhas de diálogo, com a facilidade de adquirir muitas informações importantes dependendo do que for debatido.

Puxando papo com outros Sims genéricos é possível descobrir suas religiões, pratos prediletos, hobbies e outras frivolidades que podem auxiliar na hora de descolar uns amigos pra assistir à próxima apresentação do bobo da corte, ou até alguém pra dividir a suíte master do seu castelo.

Dependendo das reações dos outros personagens durante essas conversas, seu Sim também pode adquirir atributos temporários, que podem auxiliá-lo – ou atrapalhá-lo – na realização de tarefas específicas. Desafiar algum cavaleiro para um duelo logo após ter sido rejeitado por uma donzela não é uma das ideias mais inteligentes.

O que eu quero mais é ser rei

Numa comparação entre a vida sob a coroa de The Sims Medieval e Fable III, que também coloca as responsabilidades de todo um reino em suas mãos, além das diferenças óbvias de temática e seriedade das situações, em The Sims a pressão é muito menor.

Enquanto no jogo da Lionhead o objetivo é salvar Albion do perigo iminente, no título da EA as suas maiores preocupações se alternam entre tirar férias e quem convidar para as festas reais.

Suas “obrigações” como monarca são sempre simples e ocupam pouco tempo de seu dia. Sentar no trono e dar ouvidos aos pedidos dos súditos é sempre hilário, principalmente por conta das suplicas absurdas que chegam ao seu conhecimento.

Em pouco tempo autorizei um duelo de bardos pelo campeonato mundial, a decapitação de um sábio que afirmava que a Terra era redonda e neguei auxilio na construção de uma biblioteca. Uma estátua minha seria muito mais adequado.

Avalanche de tarefas

Para quem estava acostumado com a rotina de trabalhar, dormir, cozinhar e ir ao banheiro dos The Sims anteriores, Medieval pode parecer um pouco ameaçador a princípio. Há momentos em que você se pega pensando: “caramba, é muita coisa pra fazer”.

Além do monarca, o jogador pode também criar inúmeros outros Sims dentro do reino, como magos, ladrões, bardos e mercadores, cada qual com as suas próprias missões e histórias paralelas.

Existe aqui um número absurdo de personagens, localidades, atividades extras e zilhões de possibilidades para customizar sua experiência de jogo, além de novas missões que pipocam a todo o momento.

Para quem olhou torto para este título, pensando que haviam lançado uma expansão com o preço de um jogo completo, está na hora de rever seus conceitos e dar uma chance à Idade Média.

Como os games podem ser usados no aprendizado e na educação:

Por Maurício Bylaardt Volker

Existem alguns games que não são criados especificamente para educar ou visando o aprendizado – ao menos não diretamente. Mas existem vários títulos de games bem famosos que indiretamente, podem contribuir para o aprendizado de crianças, jovens e porque não de adultos.

  • Civilization

Já citamos o potencial do Civilization V como um desses títulos, que além de entreter e de ser um game bastante jogado no mundo e por ser um título de alto nível gráfico e de estratégia em turnos, tem uma parte lúdica, quando tem disponível informações acerca de grandes civilizações que reinaram em tempos distintos na história da humanidade.

Além disso, pode ajuda a desenvolver o raciocínio estratégico, político e social, já que tem como objetivos, desenvolver toda uma civilização, e ainda se relacionar com outras civilizações, tanto belicamente, quanto politica e econômicamente. Pode-se investir em desenvolvimento tecnológico, desenvolvimento cultural, religioso, criar um império bélico ou pacifista. Tudo vai depender das escolhas realizadas pelo jogador durante o jogo.

Utilizar um game como o Civilization V (pode ser qualquer versão) como um instrumento de aprendizagem pode ser uma ótima escolha. Já citei em um post anterior (veja: http://www.escoladejogos.com.br/noticias/escola-nova-iorquina-adota-games-como-material-didatico/), o uso de games adotados por uma escola de Nova York, e que utilizam, além de outros recursos digitais incluindo outros games, o título Civilization. Isso incluso na grade curricular da escola. É difícil prever o impacto que isso tem na educação das crianças, mas que deve tornar o aprendizado mais divertido, quanto a isso não restam dúvidas.

  • Sim City

Um outro título que segue mais ou menos a mesma linha desse pensamento – ou seja, títulos que visam o entretenimento, mas que, de uma forma ou de outra, acabam tendo um aspecto lúdico – é o SimCity. Nele, o jogador é um prefeito de uma cidade – customizada ou não – e tem a difícil tarefa de administrar aquela cidade.

Claro que nem pensamos muito nas questões lúdicas enquanto se joga o game, mas indiretamente – ou mesmo diretamente – é preciso desenvolver um senso de planejamento estrutural, afinal de contas, construir um bairro residencial com várias indústrias a sua volta pode ser extremamente perigoso: aumenta o nível de poluição, criminalidade alta e etc. Enfim, é preciso desenvolver algum tipo de raciocínio estratégico, tanto para construir a cidade, quanto para administrá-la.

Existem opções de impostos, onde eles incidem, quanto incidem (estradas, bombeiros, efetivo policial, imposto residencial, comércio, indústria, etc). Além disso, é preciso investir em educação, cultura, entretenimento para seus cidadãos, transporte e várias outras opções de investimento estrutural (água, energia elétrica), administrativos (aeroportos, rodoviárias) e etc.

Pode ser uma boa maneira de ensinar as crianças e adolescentes como é difícil a tarefa de um prefeito ou um funcionário de administração pública, como os nossos governantes, na tarefa de administrar desafios, problemas imprevistos, a máquina pública, os impostos e etc.

Em breve iremos postar algumas novidades e releases sobre este jogo. Suas atualizações, a última versão, novidades, como ele pode contribuir no aprendizado de crianças e adolescentes e se existe alguma instituição que se utiliza desse título para ensinar.

  • The Sims

Um outro título que chama a atenção é o The Sims. Desde o seu lançamento, uma infinidade de variações desse tipo de game vem ganhando espaço em consoles e pcs. Principalmente em redes sociais, como o Facebook, Orkut e etc, desde simuladores de ilha até de restaurante. Claro que usando poucos recursos gráficos e uma jogabilidade bem mais limitada. Mas a idéia é bastante próxima dos games The Sims e Sim City.

O que chama a atenção realmente no The Sims, é que, salvo algumas versões posteriores, ele não carrega nenhum tipo de violência explícita. É um simulador de uma vida normal, de uma família normal. O pai trabalha, a mãe tem as tarefas da casa, os filhos, cada um com uma personalidade diferente… na medida em que se vai jogando, o jogador vai adquirindo mais dinheiro, o que permite comprar novos móveis para casa e etc.

Pode ser também um bom game para se utilizar no aprendizado, já que simula uma vida real, podendo o jogador ter uma noção mais verdadeira da difícil tarefa de administrar uma casa, uma família. Conciliar os gostos, os momentos de lazer, de estudo e de trabalho. Pode ser uma excelente ferramenta nesse sentido.

Atualmente, está sendo lançado o The Sims Medieval. Com ele o jogador escolhe ser um monarca da Idade Média. Ainda não tivemos acesso ao mesmo, mas irei postar um reportagem que dá uma visão geral dessa nova versão do The Sims. Parece ser bastante interessante, já que apresenta novas funcionalidades e insere o jogador em uma época bem diferente da nossa. Pode ser bom para o aprendizado dos costumes, valores culturais da época, relações de poder…

Seja como for, utilizar jogos digitais para o aprendizado está se tornando uma tendência cada vez maior no mundo de hoje. Isso porque o universo digital está se espandindo rapidamente. O uso de tecnologias em salas de aula já é uma realidade em países como Estados Unidos, países da Europa, Japão e muitos outros. E no Brasil não está sendo diferente. As universidades hojes estão inserindo cada vez mais laboratórios computadorizados com equipamentos de última geração e softwares específicos voltados para esse fim, a educação.

O processo de inclusão digital que estamos assistindo no Brasil ainda está muito aquém do ideal. Não só com relação ao maquinário – hardware e software – mas também é preciso educar os próprios professores e educadores e mostrar o potencial de ensino de softwares e games na área educativa. Ainda existe muito preconceito nesse sentido.

Outra questão igualmente importante que deveria ser debatida, é a questão dos impostos. As altas taxas de impostos que incidem sobre produtos de tecnologia é muito alto, o que dificulta na hora de difundir essas tecnologias para as camadas mais pobres da sociedade.

Enfim, existe ainda um caminho longo a ser percorrido, mas estamos no caminho certo.

Carlos Orsi, especial para o iG | 07/04/2011 15:00

Link reportagem: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/japoneses+criam+novo+sistema+para+gravar+imagens+3d+em+cores/n1300034311076.html

Japoneses criam novo sistema para gravar imagens 3D em cores

Técnica usa raios laser para gravar holograma que depois pode ser exibido de qualquer ângulo, preservando as cores originais.

Foto: Science Tarot/ Arte Janelle Schneidernce/AAAS. Imagem holográfica e colorida de maçã

Cientistas japoneses apresentam nesta quinta-feira, 7, uma nova tecnologia que permite gravar imagens tridimensionais preservando a cor natural do objeto registrado, e que podem ser vistas sob iluminação normal. Atualmente, a holografia – um sistema que usa raios laser para gerar imagens em três dimensões – só é capaz de fazer gravações monocromáticas, e requer luz laser para ser exibida.

Enquanto as técnicas de filmagem e exibição em 3D usadas no cinema e em alguns aparelhos de televisão se valem de uma ilusão de ótica para gerar a impressão de profundidade na tela, os hologramas criados com laser são capazes de realmente registrar um objeto por inteiro.

“O laser, no entanto, é uma fonte de luz monocromática”, explicou ao iG um dos criadores da nova técnica, Satoshi Kawata, da Universidade de Osaka. E para “ler” um holograma tradicional – recuperando a imagem registrada no filme – também é preciso usar um laser. “Já o nosso holograma pode ser visto em cor total e sob luz normal, seja do sol, de uma lâmpada comum ou fluorescente”, diz o cientista, que descreve a técnica no periódico Science.

Para conseguir esse feito, os pesquisadores se valeram de três lasers – um azul, um verde e um vermelho, o mesmo sistema de cores primárias usado nas imagens coloridas de televisão – para registrar o holograma num “filme”, na verdade uma resina sensível à luz. Isso fez com que o filme contivesse três imagens monocromáticas, gravadas de ângulos diferentes.

Em seguida, esse filme teve sua face superior revestida por uma fina película de prata, coberta com uma camada extremamente delgada de silício, e foi apoiado sobre uma placa de vidro. Quando luz branca comum é lançada através do vidro, a imagem 3D colorida se forma a partir do holograma.

Diferentemente dos “hologramas” coloridos de cartão de crédito, que se valem de um efeito de sobreposição de imagens feitas em ângulos diferentes, semelhante ao usado no cinema, o holograma laser colorido não muda a coloração à medida que o observador varia seu ponto de vista, mas preserva as cores originais do objeto registrado em todos os ângulos.

Foto: Science/AAAS. Um dos hologramas criados com a nova técnica

O segredo está na película de prata. De acordo com Kawata, os elétrons do metal “filtram” a luz branca, que é uma mistura de todas as cores do arco-íris, recriando as tonalidades originais.

“Nós usamos uma ressonância coletiva dos elétrons na camada metálica”, explica ele. Em certas circunstâncias, os elétrons podem se comportar, coletivamente, como se fossem uma só partícula.

Essa configuração, chamada de quase-partícula, recebe o nome de plásmon, e por isso a técnica foi batizada de holografia de plásmons.

“Apenas uma certa frequência, que corresponde a uma certa cor de luz, é selecionada pelos plásmons para produzir a imagem, e essa seleção depende do ângulo”, completa Kawata. Assim, quando o observador muda seu ponto de vista, ele vê as cores, tons e sombras gerados de acordo com o novo ângulo.

O pesquisador afirma que, até agora, sua equipe só criou “fotografias, ou melhor, esculturas” e não peças de cinema. “A imagem em movimento fica para o futuro, mas é basicamente possível”.

Novo game criado pela Escola Games: Segredos do Egito

ESCOLA GAMES é um site gratuito de jogos educativos para crianças a partir de 5 anos e todos os jogos são desenvolvidos com acompanhamento pedagógico para que elas aprendam brincando.

Na versão atual do site há 24 jogos cujos temas se relacionam à língua portuguesa, à matemática, à ciência, à história, ao inglês e ao meio ambiente.

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